
A abominável cerimónia de entronização de José Sócrates entre a sua clientela, é o retrato da sociedade e do país que temos. O dito senhor, primeiro-ministro deste país, trocou uma reunião da EU para análise da situação de crise que se vive, por aquela lambidela aos tomates que a clientela socialista, ávida de um lugarzinho no governo, na repartição, câmara ou junta de freguesia, lhe fez.

A triste palhaçada, resumiu-se a promover o acesso ao tacho a mais alguns seguidores – a nomeação de Vital Moreira para cabeça de lista às europeias é um acontecimento pródigo e revelador de que, quem sabe lamber, aprende a mamar. A exigência de um novo referendo à regionalização, não passa de mais uma imoral tentativa de alargamento do mercado de emprego para boys e girls partidários.
Há muito que os partidos se distanciaram dos princípios que regem a política. São hoje instituições de defesa e promoção de interesses sectoriais, quando não pessoais, inconciliáveis com o governo sério e honesto de uma nação. Mas, como diz o engenheiro de marquises da Guarda, governa quem o povo elege, ou governa-se, não sei.
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